Exercício físico - Bem estar - Saúde
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quarta-feira, 3 de abril de 2013

A caminhada é suficiente como atividade física regular?


A recomendação da prática exclusiva da caminhada é oriunda do final dos anos 70 e início dos anos 80...
Quando um exercício é praticado com a intenção de promoção da saúde, prevenção de doenças e melhora de qualidade de vida, deve-se pensar no corpo/organismo inteiro. Não se trata de condenar a prática da caminhada ou sugerir que seja evitada, mas sim alertar para a necessidade de diversificar os tipos e as intensidades dos exercícios (inclusive da própria caminhada) como, pedalar, nadar, dançar, fazer musculação, Pump, pilates, Local, etc. Clique em "mais informações"


Se sua preocupação é melhorar a saúde, neste contexto, melhorar a capacidade cardiorrespiratória com segurança cardíaca garantida, emagrecer, evitar perda ou resgatar a massa/força muscular e envelhecer com autonomia motora plena, outros tipos de exercício podem ser mais bem vindos.

Entenda,
Um cardiologista, quando orienta para a prática da caminhada, está preocupado com o benefício cardíaco do exercício, entretanto, quando o educador físico assume o controle do programa de exercícios dessa pessoa, tem por obrigação encará-lo de maneira holística, como um todo. Essa deve ser a visão do especialista em exercício! Há muito mais a se fazer do que simplesmente melhorar a aptidão cardiovascular. Há todas as demais capacidades motoras condicionantes (força, flexibilidade, velocidade/agilidade), as coordenativas (equilíbrio, ritmo, etc.) e a composição corporal, a massa muscular e a gordura, etc.

Não pare por aqui! Saiba por que, saiba mais,

• Atualmente, já se sabe que exercícios de força são muito bem indicados, inclusive com benefícios cardiovasculares e sem nenhum risco cardiovascular adicional, como se acreditava antigamente;
• Obrigatoriamente, indivíduos com mais de 30 anos, devem ter como maior preocupação em seus programas de exercício físico a prática de exercícios resistidos como, subir escadas, musculação, Pilates, Pump, treinamento funcional, local, etc. Pois, à medida que envelhecemos, os níveis de força começam a declinar, principalmente após 30-35 anos.
• Além disto, esses exercícios também recrutam o tipo de fibra muscular que mais se degenera com o processo de envelhecimento, as quais não são recrutadas no momento da caminhada. Somente a caminhada, portanto, não impede a degeneração do tipo mais “nobre” de fibras do sistema músculo-esquelético (responsáveis pelos movimentos voluntários)!
• Fazer só caminhada promove um baixo nível de gasto calórico total e, dessa forma, não é eficaz para promover mudanças marcantes na redução de gordura corporal, 30 minutos a 6 Km/h (que é uma caminhada rápida), para uma pessoa de 80 Kg, gera um gasto calórico total de aproximadamente 200 Kcal. Estudos têm apontado para a necessidade de exercícios mais intensos e frequentes, aumentando gasto calórico durante e após o exercício (EPOC) (ver post ou nota “perca peso descansando”) e durante o repouso.
• Indivíduos mais jovens normalmente são aptos para a prática da corrida leve-moderada e, dessa forma, a caminhada não permitirá níveis ótimos de melhora da capacidade aeróbia.
• Outro aspecto que merece alerta é que a caminhada não oferece variação dos padrões de movimento e das condições do meio ambiente, ou seja, não exige complexidade nas estratégias de controle e coordenação motora por parte do sistema nervoso central (SNC) como, equilíbrio, coordenação de múltiplos membros, coordenação espaço-tempo, reação complexa, ritmo, etc.
Procure um profissional de Educação Física e elabore um programa de exercícios que contenha mais tipos de exercício (que se goste), sempre com um que contemple a manutenção e/ou o resgate da força muscular. Bom treino a todos!
Andréa Schütte
(Fonte: http://www.livresportes.com.br/cronica/caminhar-nao-e-tudo)