Será que a
pessoa idosa tem que ter como fiel companheiro o seu par de pesinhos de 1kg,
sua faixa elástica bonitinha e agachar o ano todo com o peso do próprio corpo? Será que para elas, qualquer
atividade levinha é melhor que nada para saúde e qualidade de vida? Puro
engano! Idosos não são como “cristais”! Não subestime a capacidade deles!
Quando uma
pessoa pode ser considerada idosa?
Uma definição
bem simples seria: todo individuo com idade igual ou superior a 65 anos. Porém,
outros vários fatores determinados
pela genética e/ou estilo de vida, faz com que o
envelhecimento ocorra
com velocidade e intensidade diferentes para cada um. O que
muitos conhecem como idade cronológica e idade biológica. Ser jovem não é
necessariamente sinônimo de saúde, o oposto também é verdadeiro. E qual idade
biológica você acha que tem?
A perda da qualidade de vida para idosos está diretamente ligada à
perda de força e à redução da massa muscular associada com a idade, denominada
sarcopenia. Este declínio atua nos aspectos funcionais, ou seja, realizar as atividades da vida diária
com autonomia. A preocupação dos cientistas, e nossa, professores de educação física, é
garantir essa autonomia.
E mais, estudos vêm
correlacionando idosos e bons níveis de força com menor mortalidade por TODAS
as causas!!!
Então, será que treinar com objetivo de
saúde e qualidade de vida é treinar leve? E isso vale para todas as idades!
A maioria dos
estudos com idosos, incluindo os realizados com idosos com mais de 90 anos ou
com patologias pré-existentes, têm mostrado que treinos de alta intensidade são
seguros e eficientes para a saúde e qualidade de vida do idoso, já o treinamento
de força de baixa intensidade produz resultados muito limitados como concluiu estudo
feito por Carvalho e
colaboradores (2004).
Alguns estudiosos
afirmam que treinos na faixa de 60% (1RM) podem ser tão eficientes ou melhores
que os com intensidades. Pode parecer um treino leve, porém podem levar a
pessoa à fadiga e/ou falha concêntrica.
O
treinamento para idosos segue
parâmetros similares aos aplicados em sujeitos jovens.
Um estudo
realizado no Laboratório de Cinesiologia do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (J Strength Cond Res, 2010) – o resistido feito
com 60% (1RM) e o aeróbico (65-75%FCR) - concluiu que as mulheres idosas saudáveis
são capazes de se exercitar e aumentar a intensidade do exercício, da mesma
forma como as mulheres jovens.
Benefícios
São as
metodologias que utilizam sobrecargas intensas – e o profissional de educação
física sabe que sobrecargas não significa só aumentar peso (kg)! - que vão
garantir ganhos significativos de força, massa muscular e massa óssea para
aumentarem a velocidade e eficiência na caminhada, a potência para subir
escadas e levantar-se de uma cadeira, melhora no equilíbrio na execução das
atividades do cotidiano em geral, e a prevenção ou tratamento de patologias. Além
da estética e melhora da autoestima, que é um fator de extrema importância em
todas as idades, não é?
Cuidados
É claro, que é essencial uma
avaliação prévia com um médico e com o educador físico para conhecer se há alguma
patologia e quais suas reais necessidades, por que, assim, os benefícios são
alcançados sem riscos. Além disso, o profissional tem que ter conhecimentos
científicos para adequar o treinamento de forma eficaz e segura, pois o
exercício físico só é benéfico quando orientado segundo determinadas regras e
princípios.




