As gorduras saturadas da
manteiga, do queijo e da carne vermelha não são tão prejudiciais para o coração
como se pensava até agora. Porém, o consumo de produtos com pouca gordura, os carboidratos, aumentou o risco de ter doenças cardiovasculares.
A explicação é que a indústria
alimentícia substitui as gorduras eliminadas nos alimentos por açúcares e
adoçantes, já que a comida livre de gordura não é tão saborosa e as pessoas
consomem todo tipo de produtos desnatados pensando que são melhores para a
saúde e que ajudarão a perder peso, mas que, na realidade, muitos deles contêm
grandes quantidades de açúcar (carboidratos) adicionado.
Este artigo foi publicado
nesta quarta-feira na revista "British Medical Journal" por Aseem
Malhotra, um dos cardiologistas mais prestigiados do Reino Unido e especialista
do hospital universitário de Croydon, em Londres.
E o
especialista afirma, que é necessário diferenciar as chamadas "gorduras
trans" (encontradas em fast food, produtos de confeitaria e margarina),
que são prejudiciais, e as gorduras do leite, do queijo e da carne, que não são
ruins para a saúde.
A teoria foi respaldada por
outros especialistas como David Haslam, Chefe do Fórum Nacional sobre a
Obesidade, que afirmou que a evidência científica está demonstrando atualmente
que os carboidratos refinados e o açúcar são na realidade os culpados pelo
aumento da gordura no sangue.
O
especialista Malhotra criticou a "obsessão" médica com os níveis de
colesterol, que levou milhões de pessoas a tomarem remédios para reduzir a
quantidade de gorduras prejudiciais no sangue na tentativa de reduzir as
doenças cardíacas, mas afirma que os efeitos colaterais das estatinas
(medicamentos) superam os benefícios para milhões de pessoas.
Comer mais calorias do que a
gente necessita independentemente de eles vem de açúcar ou gordura, ao longo do
tempo, leva ao ganho de peso. E a obesidade aumenta o risco de doença cardíaca,
derrame e diabetes tipo 2.
Para isso, o cardiologista
recomenda que as pessoas com risco de sofrer doenças cardiovasculares façam uma
dieta rica em peixes oleosos, azeite de oliva, verduras e frutos secos.
"Os níveis de colesterol
podem ser influenciados por vários fatores, incluindo dieta e exercícios. Há
uma clara evidência de que os pacientes que tiveram um ataque cardíaco ou que
estão em alto risco de ter um, podem se beneficiar da estatina. Mas isso também
tem de ser combinado com outras medidas essenciais, como uma dieta equilibrada,
não fumar e fazer exercícios regularmente" afirma Peter Weissberg, diretor
médico da Fundação Britânica do Coração.
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/10/1360847-gordura-saturada-nao-e-a-vila-para-o-coracao-diz-artigo.shtml
http://www.theguardian.com/lifeandstyle/2013/oct/22/butter-cheese-saturated-fat-heart-specialist
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/10/gordura-saturada-nao-e-a-vila-para-o-coracao-diz-estudo.html
As gorduras saturadas da
manteiga, do queijo e da carne vermelha não são tão prejudiciais para o coração
como se pensava até agora. Porém, o consumo de produtos com pouca gordura, os carboidratos, aumentou o risco de ter doenças cardiovasculares.
A explicação é que a indústria
alimentícia substitui as gorduras eliminadas nos alimentos por açúcares e
adoçantes, já que a comida livre de gordura não é tão saborosa e as pessoas
consomem todo tipo de produtos desnatados pensando que são melhores para a
saúde e que ajudarão a perder peso, mas que, na realidade, muitos deles contêm
grandes quantidades de açúcar (carboidratos) adicionado.
Este artigo foi publicado
nesta quarta-feira na revista "British Medical Journal" por Aseem
Malhotra, um dos cardiologistas mais prestigiados do Reino Unido e especialista
do hospital universitário de Croydon, em Londres.
E o
especialista afirma, que é necessário diferenciar as chamadas "gorduras
trans" (encontradas em fast food, produtos de confeitaria e margarina),
que são prejudiciais, e as gorduras do leite, do queijo e da carne, que não são
ruins para a saúde.
A teoria foi respaldada por
outros especialistas como David Haslam, Chefe do Fórum Nacional sobre a
Obesidade, que afirmou que a evidência científica está demonstrando atualmente
que os carboidratos refinados e o açúcar são na realidade os culpados pelo
aumento da gordura no sangue.
O
especialista Malhotra criticou a "obsessão" médica com os níveis de
colesterol, que levou milhões de pessoas a tomarem remédios para reduzir a
quantidade de gorduras prejudiciais no sangue na tentativa de reduzir as
doenças cardíacas, mas afirma que os efeitos colaterais das estatinas
(medicamentos) superam os benefícios para milhões de pessoas.
Comer mais calorias do que a
gente necessita independentemente de eles vem de açúcar ou gordura, ao longo do
tempo, leva ao ganho de peso. E a obesidade aumenta o risco de doença cardíaca,
derrame e diabetes tipo 2.
Para isso, o cardiologista
recomenda que as pessoas com risco de sofrer doenças cardiovasculares façam uma
dieta rica em peixes oleosos, azeite de oliva, verduras e frutos secos.
"Os níveis de colesterol
podem ser influenciados por vários fatores, incluindo dieta e exercícios. Há
uma clara evidência de que os pacientes que tiveram um ataque cardíaco ou que
estão em alto risco de ter um, podem se beneficiar da estatina. Mas isso também
tem de ser combinado com outras medidas essenciais, como uma dieta equilibrada,
não fumar e fazer exercícios regularmente" afirma Peter Weissberg, diretor
médico da Fundação Britânica do Coração.


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