Está se tornando comum a criação de espaços para o treinamento
funcional. Mas, pra quê, mesmo?! Tem muita gente
extremamente criativa que para acompanhar a moda misturam todos os tipos de
práticas, copiando tudo que é "diferente" e acabam não fazendo nada
direito. Tudo virou funcional, SQN!
Fazer cada dia um treino diferente, o que atrai a galera que foge dos treinos
monótonos, e o baixo custo de investimento para montar o negócio, são bons
motivos para encontrar um treinamento funcional em cada esquina. Ótimo! Eu
também não curto treino chato e paradão, e que abram e lotem, cada vez mais,
lugares voltados pra treinar com consciência, resultados e sem monotonia. Ou,
comecem a usar a velha e boa musculação com estas estratégias já tão estudadas.
Não somos contra treinamentos funcionais por que,
O termo “funcional” pode ser definido como: Referente à função ou
desempenho destas. UM TREINO FUNCIONAL É AQUELE QUE ALCANÇA SEU(S) OBJETIVO(S)
DA MANEIRA MAIS EFICAZ E SEGURA POSSÍVEL!
Aliás, acreditamos profundamente que:
TODOS OS TREINOS DEVEM SER FUNCIONAIS!
Somos contra a utilização errada dos exercícios, da falta de metodologia,
da periodização, da avaliação prévia e constante, da ciência no
treinamento. Somos contra o treino de exercícios de FORÇA de maneira
acrobática, sobre bases instáveis, utilizando saltos de maneira inapropriada
e\ou posições complicadas e até constrangedoras. Somos contra a realização
de exercícios complexos com pesos livres feitos com alta intensidade e muito
volume (exercícios e repetições), e pior, quando tudo é feito com a maior
velocidade possível. E somos contra erros que podem comprometer
objetivos e, principalmente, causar lesões a curto ou a longo prazo.
É claro que não temos nada contra movimentos desafiantes e tampouco
contra as acrobacias, tanto que, assim como Paulo Gentil, considero a capoeira fantástica e fico
maravilhada com o Cirque de Soleil!
E também, nada contra o exercício funcional com objetivo claro, eu faço e alguns dos meus exercícios são de equilíbrio de tronco com exercícios específicos, devido minha deficiência. Nem contra o treinamento funcional feito em alta intensidade, quando bem orientado. Sempre fui e sou adepta da intensidade e tenho a perfeita noção que aquilo que faz a diferença no treino é a intensidade do mesmo e não propriamente a duração.
SIM! EXISTEM ÓTIMOS PROFISSIONAIS QUE
SABEM APLICAR UM TREINAMENTO FUNCIONAL DE QUALIDADE!
Vamos esclarecer.
O CORE
O CORE
As famosas "pranchas", os abdominais sobre bola suíça e o bosu
(meia bola) e\ou os intermináveis abdominais... NÃO são os melhores exercícios
para trabalhar o CORE (região abdominal, lombar e pélvica).
De acordo com @treinoconsciente, McGill, um dos maiores pesquisadores em assuntos relacionados aos
músculos estabilizadores, ou core, nos ajuda a esclarecer algumas confusões que
foram feitas em relação ao assunto:
Como a palavra “core” foi inserida de forma mais abrangente recentemente
na área da saúde, alguns profissionais acabaram por entender que para uma maior
ativação desses músculos seria necessário fazer exercícios novos, diferentes
e\ou feitos de uma maneira diferente. Foi a partir deste entendimento que
passamos a testemunhar uma série de bizarrices nas academias, estúdios e
clinicas de reabilitação.
Ou seja, não é somente porque a pessoa
está de cabeça pra baixo ou em desequilíbrio que a sua musculatura do “core”
está sendo mais trabalhada!
A recomendação para as
pessoas envolvidas com a prescrição de treinos é clara: "focar na
prescrição de exercícios multiarticulares com pesos livres, em vez de exercícios
específicos para o core...". (Martuscello et al. 2013).
Esses exercícios são também importantes na propriocepção, que
nos permite consciência corporal, sensação do movimento e posicionamento
articular, e assim, manter o equilíbrio postural. A propriocepção é a capacidade
de percepção do próprio corpo. Então, é Funcional.
Não afirmamos que os demais exercícios para o core não são
válidos, podem ser usados eventualmente e são indicados em casos específicos,
mas, que fique claro que eles não são essenciais e tampouco são os mais
eficientes.
Não há exercícios bons ou ruins, o exercício deve ser adequado aos objetivos do aluno.
Aí! A confusão. Passaram a fazer 1000 agachamentos, 1000 levantamentos terra... Virou um bombardeio!
Protejam suas articulações!
TREINAMENTO FUNCIONAL (CROSSFIT)
Estudos confirmam que, exercícios multiarticulares com pesos livres feitos à exaustão, com alta intensidade e muito volume (exercícios; repetições), e em alta velocidade, tornam-se potencialmente perigosos e lesivos. Assim, esse tipo de treinamento (CrossFit) vem recebendo duras críticas em relação ao alto índice de lesões músculo-esquelético (Costa, Daniel; 2014).
Estudos confirmam que, exercícios multiarticulares com pesos livres feitos à exaustão, com alta intensidade e muito volume (exercícios; repetições), e em alta velocidade, tornam-se potencialmente perigosos e lesivos. Assim, esse tipo de treinamento (CrossFit) vem recebendo duras críticas em relação ao alto índice de lesões músculo-esquelético (Costa, Daniel; 2014).
A motivação é muito interessante por levar o aluno a trabalhar em
alta intensidade, no entanto, a péssima organização do treinamento e o
desrespeito de alguns princípios do treinamento esportivo, colaboram com os
altos índices de lesões gerados no Crossfit (Hak e col em 2013 citado por treinoconsciente) e nos “treinamentos
funcionais” com este perfil.
O CrossFit é um programa, uma franquia, com excelente estratégia de marketing comercial. E sua metodologia é baseada em variação, intensidade e funcionalidade. Mas, fazer cursos de CrossFit, Body Systems ou qualquer outro
programa de treinamento, não dá o direito de dar aulas se você não
tem FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA. Pois, o exercício ilegal da
profissão, é CRIME.
Além disso, a lógica de treinar para
suar mais não é suficiente. É fácil pôr as pessoas pra suar e queimar gordura
com treinos de alta intensidade. Mas se queremos também melhorar a eficiência
do movimento e reduzir o máximo de lesões, é preciso ir um pouco mais além.
AGACHAMENTOS: EQUILÍBRIO X FORÇA
Se você achar que é importante treinar mais o equilíbrio, ótimo! Treine! Mas, treine separado! AGACHAMENTO em cima da
bola ou meia bola para ganho de força e hipertrofia, NÃO!
Pesquisadores da Universidade de Connecticut (incluindo William Kraemer) mostraram que fazer agachamentos sobre discos de equilíbrio prejudicava os resultados em comparação com o exercício com os pés no chão (Cressey et al., 2007; J of Strength and Cond Res., 2006; Madeira e cols.,2011).
Se você achar que é importante treinar mais o equilíbrio, ótimo! Treine! Mas, treine separado!
Pesquisadores da Universidade de Connecticut (incluindo William Kraemer) mostraram que fazer agachamentos sobre discos de equilíbrio prejudicava os resultados em comparação com o exercício com os pés no chão (Cressey et al., 2007; J of Strength and Cond Res., 2006; Madeira e cols.,2011).
SALTOS
E qual a ideia de colocar saltos no meio dos treinos funcionais? Não sei sobre vocês, mas, como disse Paulo Gentil, conseguir saltar em cima de uma caixa não é uma função que ele precise, ou eu precisava muito na minha vida... Digo “precisava” por que não tenho mais os movimentos das pernas, mas perdi o movimento e não o bom senso.
E qual a ideia de colocar saltos no meio dos treinos funcionais? Não sei sobre vocês, mas, como disse Paulo Gentil, conseguir saltar em cima de uma caixa não é uma função que ele precise, ou eu precisava muito na minha vida... Digo “precisava” por que não tenho mais os movimentos das pernas, mas perdi o movimento e não o bom senso.
E ele explica, as mulheres normalmente sofrem cinco vezes mais
ruptura de ligamento cruzado
anterior que os homens e essas lesões acontecem bastante após os saltos (Wild et al., 2012). O salto pode ter aplicações interessantes e é um método eficiente para melhorar a potência, importante para muitos esportes, mas não na hipertrofia muscular ou como funcionalidade. E cuidado para não se promover um desgaste desnecessário e sem um objetivo definido!
anterior que os homens e essas lesões acontecem bastante após os saltos (Wild et al., 2012). O salto pode ter aplicações interessantes e é um método eficiente para melhorar a potência, importante para muitos esportes, mas não na hipertrofia muscular ou como funcionalidade. E cuidado para não se promover um desgaste desnecessário e sem um objetivo definido!
Fontes:
Trechos retirados de:
Dr. Paulo
Gentil
@treinoconsciente
http://www.gease.pro.br/artigo_visualizar.php?id=250




