Exercício físico - Bem estar - Saúde
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sábado, 3 de agosto de 2013

ENVELHECIMENTO E QUALIDADE DE VIDA

Na grande maioria das famílias tem pelo menos uma pessoa idosa e uma das certezas da vida, talvez a única, é que a cada dia todo mundo envelhece. O momento desta certeza é diferente para cada um, pode ser num momento de perda de alguém querido ou simplesmente ao subir uns degraus e se sentir cansada, porém, em algum instante, cada um de nós realmente compreende pela primeira vez que não somos imortais. Se eu conseguisse convencer a todos de que atividade física regular é primordial na qualidade de vida...
 
Pois, se o movimento é também o primordial para a maioria das nossas atividades do dia a dia, então, o ENVELHECIMENTO FÍSICO nos afeta cognitiva, psicológica, social e espiritualmente.  


Com o passar do tempo nós vamos perdendo devagarinho a força que a gente tinha quando éramos bem jovens. Quando fazemos um esforço físico maior, como subir uns degraus, o coração bate mais rápido. E nosso coração ao ficar mais fraco tem que bater mais vezes. para continuarmos a subir os degraus e pela falta de força nos músculos da região do peito e dos que usamos para nos movimentarmos, precisamos fazer mais força e aceleramos a respiração...

Essa força que usamos para nos movimentar é a mais importante. Por que sem perceber, vamos diminuindo as atividades físicas diárias. Quanto mais idade associada a menos atividade física, mais envelhecido a pessoa se sente. E quanto mais envelhecido a pessoa se sente, menos atividade física faz. E ao pararmos de nos movimentar ficamos mais suscetíveis às doenças crônicas. É um ciclo vicioso que normalmente os idosos não conseguem evitar, principalmente aqueles com baixo nível de atividade física ou mesmo sedentários.



Não é pelo número de anos vividos que nos sentimos envelhecidos, é principalmente de “como” vivemos nossos anos.

E o exercício físico está relacionado à qualidade de vida, retardando o processo de envelhecimento, preservando a flexibilidade, a força, o equilíbrio e a velocidade (ex.: tempo de reação), diminuindo o risco de lesões, quedas e dores lombares, tornando-o menos vulnerável a qualquer tipo de distúrbio, quer fisiológico, quer psicológico ou social.

Além disto, muitos estudos tem mostrado que o exercício físico melhora e protege a função cerebral. Isso mostra que, provavelmente, pessoas fisicamente ativas possuem um processamento cognitivo mais rápido.

Entende-se por função cognitiva as fases do processo de informação, como percepção, aprendizagem, memória, atenção, vigilância, raciocínio e solução de problemas. Além disso, o funcionamento psicomotor (tempo de reação, tempo de movimento, velocidade de desempenho) tem sido frequentemente incluído neste conceito.

Por que somente a caminhada não é ideal?

VEJA O POST, http://schuttecorpoesaude.blogspot.com.br/2013/04/a-caminhada-e-suficiente-como-atividade.html



Referências 

Livro Dimensões físicas do envelhecimento, de autoria de Waneen Spidurso.

ANTUNES, Hanna K.M. et al. Exercício físico e função cognitiva: uma revisão. Rev Bras Med Esporte [online]. 2006, vol.12, n.2 [citado  2013-07-31], pp. 108-114.


CHODZKO-ZAJKO, W. J.; PROCTOR, D. N. et al. American College of Sports Medicine Position Stand. Exercise and physical activity for older adults. Med sci sports exerc. v. 41, n. 7, jul, pp. 1510-30. 2009.