Na grande maioria
das famílias tem pelo menos uma pessoa idosa e uma das certezas da vida, talvez
a única, é que a cada dia todo mundo envelhece. O momento desta certeza é
diferente para cada um, pode ser num momento de perda de alguém querido ou simplesmente
ao subir uns degraus e se sentir cansada, porém, em algum instante, cada um de
nós realmente compreende pela primeira vez que não somos imortais. Se eu
conseguisse convencer a todos de que atividade física regular é primordial na qualidade
de vida...
Pois, se o movimento é também o primordial para a
maioria das nossas atividades do dia a dia, então, o ENVELHECIMENTO FÍSICO nos
afeta cognitiva, psicológica, social e espiritualmente.
Com o passar do
tempo nós vamos perdendo devagarinho a força que a gente tinha quando éramos bem
jovens. Quando fazemos um esforço físico maior, como subir uns degraus, o coração bate mais rápido. E nosso coração ao ficar mais fraco tem que bater mais
vezes. para continuarmos a subir os degraus e pela falta de força nos músculos
da região do peito e dos que usamos para nos movimentarmos, precisamos fazer mais força e
aceleramos a respiração...
Essa força que
usamos para nos movimentar é a mais importante. Por que sem perceber, vamos
diminuindo as atividades físicas diárias. Quanto mais idade associada a menos
atividade física, mais envelhecido a pessoa se sente. E quanto mais envelhecido
a pessoa se sente, menos atividade física faz. E ao pararmos de nos movimentar
ficamos mais suscetíveis às doenças crônicas. É um ciclo vicioso que normalmente os
idosos não conseguem evitar, principalmente aqueles com baixo nível de
atividade física ou mesmo sedentários.
Não é pelo número de anos vividos que nos sentimos
envelhecidos, é principalmente de “como” vivemos nossos anos.
E o exercício
físico está relacionado à qualidade de vida, retardando o processo de
envelhecimento, preservando a flexibilidade, a força, o equilíbrio e a velocidade
(ex.: tempo de reação), diminuindo o risco de lesões, quedas e dores lombares, tornando-o
menos vulnerável a qualquer tipo de distúrbio, quer fisiológico, quer
psicológico ou social.
Além disto, muitos estudos tem mostrado que o
exercício físico melhora e protege a função cerebral. Isso mostra que, provavelmente, pessoas fisicamente ativas possuem
um processamento cognitivo mais rápido.
Entende-se por
função cognitiva as fases do processo de informação, como percepção,
aprendizagem, memória, atenção, vigilância, raciocínio e solução de problemas.
Além disso, o funcionamento psicomotor (tempo de reação, tempo de movimento, velocidade
de desempenho) tem sido frequentemente incluído neste conceito.
Por que somente a caminhada
não é ideal?
VEJA O POST, http://schuttecorpoesaude.blogspot.com.br/2013/04/a-caminhada-e-suficiente-como-atividade.html
Referências
Livro Dimensões físicas do envelhecimento, de autoria de Waneen
Spidurso.
ANTUNES, Hanna K.M. et al. Exercício físico e função cognitiva: uma revisão.
Rev Bras Med Esporte [online]. 2006, vol.12, n.2 [citado 2013-07-31], pp. 108-114.
CHODZKO-ZAJKO, W. J.; PROCTOR, D. N. et al.
American College of Sports Medicine Position Stand. Exercise and physical
activity for older adults. Med sci sports
exerc. v. 41, n. 7, jul, pp. 1510-30. 2009.





