Exercício físico - Bem estar - Saúde
Mostrando postagens com marcador Emagrecer sem contar calorias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Emagrecer sem contar calorias. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

EMAGRECER SEM CONTAR CALORIAS

“Dietas engordam!” Pesquisas afirmam cada vez mais isso. Nunca se falou tanto de dietas e nunca tivemos tanto problema com sobrepeso e obesidade! Milagres não existem! Nem uma fruta, suco ou dietas milagrosas que prometem que você perderá muitos quilos em pouco tempo funcionam. Dietas radicais que emagrecem rápido, quase sempre, provocam o efeito sanfona. E podem, ainda, te estressar, diminuir sua autoestima e piorar sua saúde. Contar calorias resolve? Não é o que dizem muitos especialistas.


  

“NÃO FAÇA DIETA, NÃO CONTE CALORIAS, FOQUE EM COMER MELHOR E COZINHE PRA VOCÊ!” (Sophie Deram)

A ciência mostra que 90% a 95% das pessoas que fazem uma dieta muito restritiva voltam a engordar, não só tudo de novo, mas ainda mais!

As pessoas esquecem de escutar o próprio corpo que não responde mais à fome ou à saciedade.

O melhor caminho é ter uma forma libertadora de lidar com a comida: o “comer consciente”, que permite ter saúde e peso estável tendo prazer à mesa e comendo de tudo - até mesmo doces e fast food! 


MAS COMO, ENTÃO, EMAGRECER?

Na dúvida, o melhor é escolher o alimento mais ‘in natura’ possível. Comer mais alimentos verdadeiros, para os quais a gente foi adaptadoIsso significa menos industrializados e tentar evitar essa preocupação com dieta.

Estou com fome? Vou comer. Estou sem fome? Vou parar de comer! Alguém que está respondendo bem a essas perguntas chega a um peso saudável.

É o que afirma Sophie Deram, doutora em Endocrinologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Fiz uma postagem sobre este assunto: http://schuttecorpoesaude.blogspot.com.br/2014/05/as-pessoas-nao-sabem-o-que-comer.html

Já é consenso que a alimentação diária com novos e bons hábitos é menos restritiva e mais saudável.


A dieta mediterrânea, ou melhor, alimentação mediterrânea, é rica em gordura insaturada e tem sido considerada mais eficiente para combater a obesidade e prevenir as doenças cardiovasculares do que a simples contagem de calorias.

A recomendação foi feita por meio de uma declaração conjunta de médicos publicada na revista científica Postgraduate Medical Journal (2014).

No abaixo-assinado, os especialistas criticaram a INDÚSTRIA DA DIETA por focar a perda de peso na restrição calórica em vez da "BOA ALIMENTAÇÃO".

"Uma caloria não é apenas uma caloria e é ingênuo para qualquer um pensar que os sistemas complexos de apetite (hormonais e neurológicos) do nosso organismo respondem de forma idêntica a diferentes substâncias da dieta.”

Segundo eles, a gordura, como o ácido linoleico-α, polifenóis e ômega-3, encontrada em abundância na alimentação mediterrânea exercem efeitos positivos rapidamente para a saúde.

Conheça um pouco da alimentação mediterrânea

Inspirada pela cozinha tradicional de países como a Grécia, Espanha e Itália, caracteriza-se pelo consumo de:
  • Frutas, verduras e legumes naturais, frescos e in natura;
  • Grãos e cereais integrais (feijões, ervilha, lentilha, arroz integral);
  • Oleaginosas (como amêndoas e nozes);
  • Peixes (sardinha, atum, cavalinha, salmão, bacalhau, albacora e cação);
  • Leite e derivados (iogurtes e queijos),
  • Azeite de oliva, inclusive substituindo outros óleos e manteigas e margarinas no pão;
  • Ovos (duas a quatro vezes, no máximo, por semana);
  • Vinho (uma taça durante as refeições);
  • Pães e macarrão integrais e uma enorme variedade de ervas de cheiro, que dão cor e sabor especiais a esta culinária.


Além disso, ela é caracterizada por um baixo consumo de carnes vermelhas (2 a 4 vezes no mês) e raras vezes, produtos industrializados e doces (ricos em gordura trans).

"O mais importante é dizer às pessoas que elas devem se concentrar em comer melhor", Afirmam os médicos responsáveis pela pesquisa.

O controle do apetite pode ser explicado pela capacidade da gordura de saciar por mais tempo, levando a pessoa a comer menos. E ao priorizar cereais e outros carboidratos complexos, estimula-se menos a insulina, o que também leva também ao controle do apetite.

Ops! Não é para beber azeite extravirgem no prato! Nem comer amêndoas como pipoca! É gordura boa, mas é gordura! É preciso ter cautela, pois também pode levar ao ganho de peso se for feita de forma equivocada. Procure um nutricionista!



CURIOSIDADE


Estima-se que o aumento do consumo pela população de frutas e hortaliças de uma porção por dia e consumo de nozes de duas porções por semana impediria 5,2 milhões de mortes por doença cardiovascular em todo o mundo dentro de apenas um ano. Enquanto, o consumo de gorduras trans comumente encontrados em fast food aumentam os riscos cardiovasculares dentro de semanas (Post Med Journal, 2014).