“Dietas engordam!” Pesquisas afirmam cada vez mais
isso. Nunca se falou tanto de dietas e nunca tivemos tanto problema com
sobrepeso e obesidade! Milagres não existem! Nem uma fruta, suco ou dietas
milagrosas que prometem que você perderá muitos quilos em pouco tempo
funcionam. Dietas radicais que emagrecem rápido, quase sempre, provocam o efeito sanfona. E podem, ainda, te estressar, diminuir
sua autoestima e piorar sua saúde. Contar calorias resolve? Não é o que dizem muitos especialistas.
“NÃO FAÇA DIETA, NÃO CONTE CALORIAS, FOQUE EM COMER MELHOR E COZINHE PRA VOCÊ!” (Sophie Deram)
A ciência mostra que 90% a 95% das pessoas que
fazem uma dieta muito restritiva voltam a engordar, não só tudo de novo, mas
ainda mais!
As pessoas esquecem de escutar o próprio corpo que
não responde mais à fome ou à saciedade.
O melhor caminho é ter uma forma libertadora de lidar com a comida: o “comer consciente”, que permite ter saúde e peso estável tendo prazer à mesa e comendo de tudo - até mesmo doces e fast food!
MAS COMO, ENTÃO, EMAGRECER?
Na dúvida, o melhor é escolher o alimento mais ‘in natura’ possível. Comer mais alimentos verdadeiros, para os quais a gente foi adaptado. Isso significa menos industrializados e tentar evitar essa preocupação com dieta.
Estou com fome? Vou comer. Estou sem fome? Vou parar de comer! Alguém que está respondendo bem a essas perguntas chega a um peso saudável.
É o que afirma Sophie Deram, doutora em
Endocrinologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Fiz uma postagem sobre este assunto: http://schuttecorpoesaude.blogspot.com.br/2014/05/as-pessoas-nao-sabem-o-que-comer.html
Já é consenso que a alimentação diária com novos e
bons hábitos é menos restritiva e mais saudável.
A dieta mediterrânea, ou
melhor, alimentação mediterrânea, é rica em gordura insaturada e tem sido
considerada mais eficiente para combater a obesidade e prevenir as doenças
cardiovasculares do que a simples contagem de calorias.
A recomendação foi feita por meio de uma declaração
conjunta de médicos publicada na revista científica Postgraduate Medical
Journal (2014).
No abaixo-assinado, os especialistas criticaram a
INDÚSTRIA DA DIETA por focar a perda de peso na restrição calórica em vez da
"BOA ALIMENTAÇÃO".
"Uma caloria não é apenas uma caloria e é
ingênuo para qualquer um pensar que os sistemas complexos de apetite (hormonais
e neurológicos) do nosso organismo respondem de forma idêntica a diferentes
substâncias da dieta.”
Conheça um pouco da alimentação mediterrânea
Inspirada pela cozinha tradicional de países como a
Grécia, Espanha e Itália, caracteriza-se pelo consumo de:
- Frutas, verduras e legumes naturais, frescos e in natura;
- Grãos e cereais integrais (feijões, ervilha, lentilha, arroz integral);
- Oleaginosas (como amêndoas e nozes);
- Peixes (sardinha, atum, cavalinha, salmão, bacalhau, albacora e cação);
- Leite e derivados (iogurtes e queijos),
- Azeite de oliva, inclusive substituindo outros óleos e manteigas e margarinas no pão;
- Ovos (duas a quatro vezes, no máximo, por semana);
- Vinho (uma taça durante as refeições);
- Pães e macarrão integrais e uma enorme variedade de ervas de cheiro, que dão cor e sabor especiais a esta culinária.
Além disso, ela é caracterizada por um baixo
consumo de carnes vermelhas (2 a 4 vezes no mês) e raras vezes, produtos
industrializados e doces (ricos em gordura trans).
"O mais importante é dizer às pessoas que elas
devem se concentrar em comer melhor", Afirmam os médicos responsáveis pela
pesquisa.
O controle do apetite pode ser explicado
pela capacidade da gordura de saciar por mais tempo, levando a pessoa a comer
menos. E ao priorizar cereais e outros carboidratos complexos, estimula-se
menos a insulina, o que também leva também ao controle do apetite.
Ops! Não é para beber azeite extravirgem no
prato! Nem comer amêndoas como pipoca! É gordura boa, mas é gordura! É preciso
ter cautela, pois também pode levar ao ganho de peso se for feita de forma
equivocada. Procure
um nutricionista!
CURIOSIDADE
Estima-se que o
aumento do consumo pela população de frutas e hortaliças de uma porção por dia
e consumo de nozes de duas porções por semana impediria 5,2 milhões de mortes
por doença cardiovascular em todo o mundo dentro de apenas um ano. Enquanto, o
consumo de gorduras trans comumente encontrados em fast food aumentam os riscos
cardiovasculares dentro de semanas
(Post Med Journal, 2014).




