Quando utilizada antes de realizar exercícios físicos, a cafeína retarda o aparecimento da fadiga, aumenta o
poder de contração do músculo esquelético e cardíaco e a lipólise, que é a quebra da célula da gordura. Assim, aprimora o desempenho físico, sobretudo em atividades de longa duração.
A
possibilidade de que a cafeína possa exercer algum efeito termogênico nos
exercícios de longa duração vem sendo investigada por diversos pesquisadores
desde a década de 70.
A cafeína é o ingrediente ativo do café, mas
pode estar presente em muitas comidas e bebidas como, chocolates, chás, etc. Não apresenta valores
nutricionais e é classificada como um alcalóide do grupo das
Metilxantinas. As xantinas são
substâncias capazes de estimular o sistema nervoso, produzindo certo estado de
alerta de curta duração. A cafeína é, seguramente, a droga psicoativa mais
popular no mundo.
Uma xícara de café contém cerca de 125 mg de
cafeína.
A
cafeína afeta quase todos os sistemas do organismo, sendo que seus efeitos mais
óbvios ocorrem no sistema nervoso central. Quando consumida em baixas dosagens
(2-10mg/kg), a cafeína, provoca aumento do estado de vigília, retardo da
fadiga, aumento da respiração, aumento da liberação de catecolaminas (adrenalinas, noradrenalinas e dopaminas), aumento
da frequência cardíaca, aumento no metabolismo e diurese. Em altas dosagens
(15mg/kg) causa nervosismo, insônia, tremores e desidratação.
Estudos
mais recentes tem evidenciado melhora no desempenho atlético com a ingestão de
apenas 3 a 6 mg de cafeína por quilograma de peso corporal.
Nos
15-45 minutos após a ingestão, a cafeína começa a atuar a nível fisiológico,
atingindo o máximo efeito no sistema nervoso central entre 30 e 60 minutos após
a ingestão.
Com
o aumento da atividade neural, o cérebro prepara o corpo para a fuga ou para a
luta, assim comanda a liberação de adrenalina, que causa aumento da frequência
cardíaca, aumento da pressão arterial e a dilatação brônquica.
Desse
mesmo modo, a cafeína induz uma elevação na concentração de dopamina, que é um
dos neurotransmissores responsáveis pela manutenção da vigília e por elevar a
atividade motora. Saibam que nós desenvolvemos este sistema há milhões de anos para nos protegermos de grandes animais e outros causadores de estresse.
Os
efeitos da cafeína variam de indivíduo para indivíduo, de acordo com o seu peso
e com a regularidade com que ingerem cafeína, e os seus efeitos são sentidos
enquanto estiver presente na corrente sanguínea.
Explicando: Efeito Ergogênico sobre a Performance:
Aumentam os níveis intracelulares de cálcio
nos músculos, facilitando a estimulação-contração do músculo esquelético,
aumentando a eficiência da contração.
A Cafeína exerce ação na Bomba de Sódio e
Potássio (Na+-K+), regulando as concentrações de K+ no meio intra e
extracelular de forma que contribui para um ADIAMENTO
DA FADIGA.
O
processo da LIPÓLISE associado à cafeína está relacionado à liberação da
epinefrina. A epinefrina age bloqueando os receptores de adenosina (inibidor da
lipólise) e da enzima fosfodiesterase. Essa inibição promove um aumento dos
níveis celulares de AMPc, promovendo então a lipólise. Essa QUEBRA DOS
TRIGLICERÍDEOS promove aumento de ácidos graxos (GORDURAS) no sangue para serem
utilizados como FONTE ENERGÉTICA, promovendo a economia de glicogênio hepático
e muscular, resultando em um aperfeiçoamento em exercícios de longa duração.
A
cafeína relacionada à REDUÇÃO DE PESO CORPORAL apresenta estudos INEFICAZES,
sendo necessárias concentrações extremamente altas de cafeína para obter um
resultado anorexígeno e redução da gordura corporal, sendo então, aconselhável
adquirir outros meios associados à cafeína para a redução do peso corporal. A
cafeína tem sido apontada como uma substância que induz efeito diurético,
dependendo da dose.
A
classificação entre os que não consomem, entre os que consomem regularmente e
consumidores impulsivos, está diretamente ligada ao fato de, além de causar DEPENDÊNCIA,
a cafeína provoca o efeito de TOLERÂNCIA, pois com o tempo, maiores doses desta
droga tem de ser ingeridas para atingir um mesmo efeito. E a interrupção abrupta
da cafeína pode provocar dores de cabeça, irritabilidade, cansaço e
incapacidade de concentração. E ao ingerir 30 - 60 min antes de se deitar, pode
provocar dificuldade em adormecer e insônias.
É possível afirmar que a cafeína é um
ergogênico eficiente, quando bem empregado, além de ser barato e de fácil
acesso.
Anaeróbios
A
cafeína tem sido utilizada como substância ergogênica de forma aguda,
previamente à realização de exercícios anaeróbios (alta intensidade e curta duração),
com o intuito de protelar a fadiga e aprimorar a performance. Afetando a
percepção subjetiva de esforço e/ou a propagação dos sinais neurais entre o cérebro
e a junção neuromuscular. Estimulando o sistema nervoso simpático, aumentando a
liberação e, consequentemente, a ação das catecolaminas (adrenalina e
noradrenalina); No músculo esquelético aumento na mobilização de cálcio através
do retículo sarcoplasmático, facilitando a estimulação-contração do músculo
esquelético, aumentando a eficiência da contração. Embora a maioria dos estudos
não seja conclusiva em relação aos mecanismos responsáveis pelos efeitos da
cafeína no metabolismo anaeróbio, os achados até o presente momento têm
apontado a cafeína como um possível agente ergogênico em exercícios dessa
natureza também.
Contudo, necessitam ainda
mais estudos nessa área, para que possa concluir os exatos efeitos que a
cafeína exerce sobre a performance durante os 2 tipos de exercícios.
A cafeína é uma droga
considerada como doping pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), quando suas
concentrações urinárias resultam em valores acima de 12mg/L.
Post: Andréa Schütte e Luana Souza
Post: Andréa Schütte e Luana Souza
Referências importantes:
ALTIMARI, Leandro Ricardo
et al. Cafeína e performance em
exercícios anaeróbios. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas; Brazilian
Journal of Pharmaceutical Sciences, vol. 42, n. 1, jan./mar., 2006.
Cafeína: ergogênico nutricional no esporte - www.sncsalvador.com.br/artigos/cafeinaergogeniconutricionalnoesporte.pdf
Efeitos ergogênicos da cafeína sobre o desempenho físico http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/v14%20n2%20artigo4.pdf




