Ó, querido Oráculo, gostaria de adquirir um
pouco de sua sabedoria: por que temos aquele pedaço de carne que o brasileiro
tanto ama?
Uma
delas é do ponto de vista anatômico. Este “pedaço de carne que o brasileiro
tanto ama” mantém nossa postura ereta e nos dá uma maior riqueza de
movimentos com a coxa.
A região é formada pelo osso sacro, que só de
ter esse nome já merecia ser estudado. O osso consiste em cinco vértebras
fundidas, e unidas ao cóccix – considerado o último resquício evolutivo da
cauda dos primatas. Aliás, aproveitemos para aprender o jeito certo de
escrever. É “cóccix”, não “cox”.
Anatomicamente, as nádegas são, portanto, a
união de ossos e músculos altamente desenvolvidos para permitir movimentos
básicos e, por que não, ousados.
Mas sua proeminência – e todo o culto e neura
e desejo e reparação e poder e luxúria e remelexo e suingue e simpatia e calor
e fogo e paixão que emanam da proeminência dessa união de ossos e músculos
conhecida e querida como bunda – varia. Varia muito.
Isso depende do biotipo do indivíduo e de
diferenças étnicas. Além disso, nádegas são maiores nas mulheres que nos homens
– neles, bundões podem significar problemas de coluna como a lordose.
A segunda resposta, e provavelmente a que
vocês vão compartilhar, safadinhos, é sexual. Na evolução, bundões indicam
fêmeas procriadoras, explica a bióloga. Mas há teorias, porém, alegando que a
bunda perdeu a função sexual desde que o homem virou bípede – os seios teriam assumido
essa posição antes reservada à parte traseira, diz Maria Inês.
Eis outra questão que varia conforme o
país. Baywatch dificilmente seria feito aqui. Nós,
brasileiros, valorizamos mais o bumbum, enquanto americanos prestam uma
reverência maior aos seios. Questão cultural. Segundo a sexóloga Lúcia Pesca,
os seios imitam as nádegas e, por esse motivo, são atraentes. “Diz ao sexo
masculino que o feminino é capaz de carregar uma boa quantidade de leite para
filho.
E os quadris agradáveis significam que dali sairá, com facilidade, uma
boa quantidade de bebês”, explica Lúcia. “Por causa do estímulo visual,
estabeleceu-se o padrão cultural e comercial. Bunda vende”, conclui.
Por Mariana Recchia, Gotham City
Rs! Muito bom!

Nenhum comentário:
Postar um comentário